terça-feira, 6 de outubro de 2009

Dez anos com Amália na voz


A 6 de Outubro passam 10 anos desde a morte de Amália Rodrigues. De menina pobre, a cantora nas ruas, a artista em ascensão nas casas de fado, a estrela de cinema, diva angustiada - Amália foi em vida e tem sido depois da morte um porto seguro e um mito para Portugal. Continua a ser a guardiã do fado, de um certo prestígio internacional da cultura portuguesa, e de uma forma de identidade, que o seu admirador António Variações resumiu com "todos nós temos Amália na voz".
Uma carreira tão extensa e diversa que, se olharmos a lista da sua discografia, seguramente encontramos alguma coisa de Amália que ainda não descobrimos. A lista cresce agora com o lançamento do álbum Coração Independente, com 20 temas restaurados das fitas originais e remasterizados (veja página do passatempo Coração Independente).
Partilhe a sua opinião: de que forma vê Amália hoje? Como a recorda? Deixe o seu testemunho na área de comentários no final desta página.


Dez anos foi também o tempo suficiente para que vários jovens fadistas se afirmassem, não a disputar o título de rei ou rainha do fado, mas a reclamarem a dívida, a inspiração, a gratidão, a influência de Amália no seu novo fado. E mesmo vozes que não são estritamente do fado atreveram-se a lançar as suas versões de temas conhecidos de Amália, com resultados tão diferentes como os do projecto Amália Hoje ou Lula Pena, entre outros.

Várias iniciativas assinalam os 10 anos da morte de Amália, recordando a sua vida e a sua música. Aqui ficam algumas:
Passatempo de lançamento do álbum Coração Independente
Exposição "Amália - Coração Independente" (Museu Berardo e Museu da Electricidade)
Exposição «Amália no Mundo - O Mundo de Amália» (Panteão Nacional)
Amália 2009: homenagem no Teatro São Luiz
Exposição "Todas as Amálias", de Leonel Moura (Galeria António Prates
Projecto Amália Hoje
Fonoteca de Lisboa - Há 10 horas com Amália
Iniciativas no Museu do Fado


Outros links:

Na rua de Amália 10 anos depois da morte da fadista (reportagem TSF)
Portugal vai apresentar candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade
Amália no Cinema
Making off do filme Amália (2008)
Quizz do SAPO Spot: conhece bem Amália?
Amália: vida e obra (SAPO Saber)
Site dedicado a Amália
Amália no Portal do Fado
Vídeo: as histórias e pessoas que marcaram 6 de Outubro

Autor: Notícias Sapo
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Uma grande vos e uma grande mulher.

domingo, 20 de setembro de 2009

Alberto Lacerda Completava hoje 81 anos - Poeta Português


Alberto de Lacerda (Ilha de Moçambique, 20 de Setembro de 1928 — Londres, 26 de Agosto de 2007) foi um dos fundadores da revista de poesia Távola Redonda, juntamente com Ruy Cinatti, António Manuel Couto Viana e David Mourão-Ferreira.
O espólio do Poeta encontra-se em Lisboa, na Fundação Mário Soares.



Notícia do falecimento de Alberto Lacerda, no Times
Informações: Abracadabra!
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Oi a todos!
Realmentes temos grandes poetas portugueses, começo por Alberto Lacerda porque esse ele completaria 81 anos.
Beijinhos e fiquem bem.

domingo, 23 de agosto de 2009

Faleceu Morais e Castro

José Armando Tavares de Morais e Castro nasceu em Lisboa a 30 de Setembro de 1939. Actor e encenador, Morais e Castro era também licenciado em Direito pela Universidade de Direito de Lisboa, tendo igualmente exercido a profissão de advogado. Foi também dirigente do Partido Comunista Português (PCP). Morais e Castro, que era casado com a actriz Linda Silva, estreou-se no palco com o Grupo Cénico do Centro 25 da Mocidade Portuguesa quando ainda era estudante do liceu. A sua estreia a nível profissional ocorreu no Teatro do Gerifalto, dirigido por António Manuel Couto Viana, com a peça "A Ilha do Tesouro". Em 1958 estreou-se na televisão intrepretando "O rei veado", de Carlo Gozzi, realizado por Artur Ramos. No Teatro do Gerifalto integrou várias peças como "O fidalgo aprendiz", de Francisco Manuel de Melo, ou "Os velhos não devem namorar", de Afonso Castellau. Em 1960, interpretou juntamente com Laura Alves a peça "Margarida da Rua" e um ano depois estreou-se na encenação, dirigindo "O borrão", de Augusto Sobral, no grupo Cénico de Direito, que no mesmo ano foi premiado no Festival de Teatro de Lyon. Em 1962 integra o elenco do filme "Pássaros de asas cortadas", de Artur Ramos, tendo integrado entre 1961 e 1965 o teatro Moderno de Lisboa. Nessa companhia integrou o elenco de várias peças entre as quais "O tinteiro", de Carlos Muiz, e "Humilhados e Ofendidos", de Dostoievski, onde obteve grande sucesso. Durante a existência do Teatro Moderno de Lisboa, uma companhia fundada sem subsídios e perseguida pela PIDE, contracenou com actores como Carmen Dolores, Armando Cortez, Fernando Gusmão, Armando Caldas, Glicínia Quartin, Paulo Renato, entre outros. Em 1968, com Irene Cruz, João Lourenço e Rui Mendes, fundou o Grupo 4, no Teatro Aberto, onde representou vários autores como Peter Weiss, Brecht, Peter Handke e Boris Vian. Com o Grupo 4 encenou no Teatro Aberto "É preciso continuar", de Luiz Francisco Rebello. Em 1985 integra o elenco da comédia "Pouco Barulho", com Nicolau Breyner, passando depois pela Companhia Teatral do Chiado. Aí, ao lado de Mário Viegas, integrou o elenco de "f espera de Godot", de Samuel Beckett. Em 2004, dirigido por Joaquim Benite, interpretou "O fazedor de teatro", de Thomas Bernard, com a Companhia de Teatro de Almada, que lhe valeu a Menção Honrosa Crítica nesse ano. Participou ainda nas décadas de 1980 e 1990 em novelas e séries portuguesas de televisão. Entre 1996 e 1998 popularizou-se ainda na interpretação do professor em "As lições do Tonecas"

Olá a todos! Infelizmente mais uma notícia triste que trago a esse grande blog de artistas, ontem faleceu Morais e Castro, ele era um grande actor e, além disso era portuguès, Morais e Castro, trabalhou no papel de professor nas "Lições Do Tonecos" e esse é um dos meus episodios preferidos. Venho aqui fazer-lhe a minha homenagen e dizer-lhe fique com Deus. Beijinhos a todos e uma boa semana.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Los Angeles, 1984. Um local e um ano que ficam para a história do desporto nacional


Evocação: Passaram 25 anos sobre a medalha de ouro de Carlos Lopes nos jogos de Los Angeles
“O meu feito foi sobre-humano”

Carlos Lopes entrou para a história há 25 anos com a conquista da primeira Medalha de Ouro para Portugal em Jogos Olímpicos. Foi na Maratona dos Jogos de Los Angeles, em 1984, com recorde olímpico – 24 anos com a melhor marca da Maratona, fixada no tempo de 2h00, 09 m e 21s.

Lopes lembrou aquela tarde histórica nos Estados Unidos, já madrugada em Portugal, em declarações ao CM. "O meu feito foi sobre-humano. Já corria muito para aquela época. Ganhei com um recorde olímpico que durou 24 anos e que foi o mais antigo até ser batido em Olimpíadas."

Para quem viu pareceu fácil, tal a naturalidade com que o atleta, então com 37 anos, correu pelas ruas de Los Angeles. Lopes explicou o segredo. "Eu era um excelente atleta, tinha mentalidade forte e classe, mas treinava muito. Fiz 12 mil quilómetros a treinar nesse ano e uma média de 36 quilómetros por dia. Era funcionário de um banco e quando não era dispensado do meu trabalho acordava às 06h00 para ir treinar. Fazia-o de manhã, depois à tarde e trabalhava entre as 13h00 e as 17h00 [no Fonsecas e Burnay]."

Para Carlos Lopes, a vitória em Los Angeles é fácil de definir: "Foi um momento único na história do desporto nacional", disse o ex-atleta, apontando a persistência, o sacrifício e a mentalidade como chaves do seu sucesso. "Fiz tudo de maneira perfeita. Nos Jogos Olímpicos, sabia que a minha preparação me iria levar à medalha de ouro.Parti para a corrida com essa convicção ", concluiu o maratonista.

Apontamentos

Sem Cassete

Lopes lamentou não ter a cassete com a prova nos Jogos. "Acho incrível. Gostava de ver, mas não tenho as imagens", registou.

Acidente

Lopes foi vítima de um acidente quando treinava – foi atropelado – 15 dias antes dos Jogos. Ficou combalido mas recuperou rapidamente.

Veterano

Lopes ganhou a Medalha de Ouro já com 37 anos e perto do final de carreira marcada por muitas vitórias nas pistas e no corta-mato.

Depoimentos

"Andava eu a tocar nas ruas e no Metro" (Jorge Palma, Músico)

"Em 1984, andava eu entre Paris e Lisboa, à boleia, a tocar nas ruas e no metro quando soube da vitória extraordinária do Carlos Lopes. Claro que se sente um certo nacionalismo saudável. Temos sempre orgulho em Portugal nestas alturas!"

"Estava Certamente a ver e a torcer por ele" (Mário Zambujal, Escritor)

"Não sei onde estava nesse dia mas, certamente, frente a um televisor a torcer por ele e pela vitória que, sendo dele, foi também de todos nós. Somos uma raça gregária que se entristece e se alegra com os nossos."

"Não sei se Sofreu mais do que eu" (José Lello, Dirigente do PS)

"Lembro-me que fiquei acordado para ver e com uma grande angústia, depois de ter sido espoliado nas Olimpíadas anteriores. Foi uma grande alegria. Tenho dúvidas de que tenha sofrido mais do eu."


Autor: Nuno Miguel Simas
Jornal: Correio Da Manhã

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Olá a todos!
Hoje vim homenagear um grande português e lutador que é o nosso Carlos Lopes, ele que muitas medalhas ganhou por nós e, lutou ao longo de cada corrida para nos oferecer as medalhas ao nosso pais, que é Portugal e, VIVAAAA PORTUGAL!!!
Beijinhos e fiquem bem.

sábado, 8 de agosto de 2009

Raul Solnado Faleceu


Actor faleceu devido a problemas cardio-vasculares a dois meses de completar 80 anos.

Faleceu esta manhã (10h50) o actor Raul Solnado, avança a SIC Online. O humorista estava internado no Hospital Santa Maria (em Lisboa) e sucumbiu à doença cardio-vascular que o atormentava, a dois meses apenas de completar 80 anos.

Solnado começou a sua carreira, como actor amador, na Sociedade Guilherme Cossul em 1947, e profissionalizou-se na década de 50. No final dos anos 60 ficou na memória televisiva nacional ao apresentar, juntamente com Fialho Gouveia (também já falecido) e Carlos Cruz, os programas ZipZip e A Visita da Cornélia .

Além de actor e apresentador, Solnado esteve também ligado ao Teatro Villaret (em Lisboa), do qual foi director, e à Casa do Artista, instituição de apoio aos artistas reformados, que também dirigiu.
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Do seu sorriso nunca esquecerei, Raul Solnado, fica com Deus.
Beijinhos a todos.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Amália Rodrigues Faz Hoje 40 Anos De Carreiro


A popularidade de Amália enquanto cantora nascera das suas actuações em casas de fado, mas também das suas presenças no teatro musicado popular (revista ou opereta), onde aliás criara alguns dos seus maiores sucessos. Num meio cultural e musical razoavelmente pequeno, seria uma questão de tempo até o cinema se interessar por esta voz que arrastava multidões. Tudo começaria por uma falsa partida: António Lopes Ribeiro convida Amália para entrar em "O Pátio das Cantigas" (1941). "Chumbada" pelo maquilhador do filme - conforme Pavão dos Santos cita na sua biografia da cantora - só em 1946 surgirá uma nova oportunidade.
Ao lado de Alberto Ribeiro, galã da canção popular dos anos 40, Amália surge no melodrama de Armando de Miranda "Capas Negras" que, à sua estreia em Maio de 1947, bate todos os recordes de bilheteira da altura, com cinco meses consecutivos em cartaz.
"Fado: História D'Uma Cantadeira" - o pretexto de todo este dossier, e que se aborda mais em profundidade aqui ao lado - é o filme seguinte na carreira de Amália, outro triunfo comercial do qual a actriz-cantora não gostava especialmente, sobretudo devido àquilo que considerava o artificialismo dos diálogos e situações, alegadamente inspirados na sua própria vida (o que não passou de uma manobra publicitária).
Logo nestes filmes se cristalizou a Amália-actriz como uma vedeta à volta da qual se montavam os filmes, escolhida não pelo seu talento de actriz (que, aliás, os guiões nem sequer exploravam) mas pela sua popularidade e pelo seu valor de bilheteira. Essa imagem é confirmada pelas suas presenças em "Sangue Toureiro" (1958), de Augusto Fraga, e "Fado Corrido" (1964), de Jorge Brum do Canto - filmes dos quais a própria Amália tinha má impressão e que fez em parte por amizade pelos realizadores, embora considerasse que em "Fado Corrido" conseguira criar "uma presença completamente diferente de mim" - e "Os Amantes do Tejo" (1955), de Henri Verneuil, parcialmente rodado em Lisboa. O filme de Verneuil dava a Amália um papel secundário razoavelmente importante, mas a sua escolha por parte dos produtores franceses ficara a dever-se essencialmente aos seus dotes vocais e à sua crescente popularidade internacional.
As "anomalias" neste retrato de uma Amália-actriz limitada pelos papéis que lhe eram oferecidos são duas, ambas estrondosos insucessos comerciais. A primeira é "Vendaval Maravilhoso" (1949), ambiciosa co-produção luso-brasileira dirigida por Leitão de Barros onde se traçava o retrato de Castro Alves, poeta brasileiro dedicado à abolição da escravatura. Vedeta incontornável em ambos os países, Amália já não era aqui uma variação sobre a sua própria imagem pública mas uma figura histórica, Eugénia da Câmara, "modificada" o suficiente para lhe permitir criar o "Fado Eugénia da Câmara" que se tornaria num dos seus clássicos deste período. Mas o filme (invisível hoje por se ter perdido o negativo original, existindo apenas uma cópia de imagem) é um monumental fracasso que levaria Leitão de Barros a abandonar o cinema.
A segunda é o "adeus" de Amália ao cinema, já que depois de "As Ilhas Encantadas" (1965) não voltaria a filmar. Adaptando uma novela de Herman Melville, o filme de Carlos Vilardebó encaixaria hoje na definição de "arte e ensaio", mas na altura foi um insucesso de bilheteira, defrontando a perplexidade de um público que esperava reencontrar nele a Amália de todos os dias e descobria antes uma actriz dando corpo a uma personagem. Ironicamente, este filme valeria a Amália o Prémio do Secretariado Nacional de Informação (estrutura de propaganda do regime salazarista) para Melhor Actriz, prémio que a cantora bisava vinte anos depois de "Fado - História duma Cantadeira"?
Amália participou ainda como convidada especial em "Sol e Touros" (1949), de José Buchs, para interpretar no ecrã o "Fado do Silêncio", e teve vários outros projectos cinematográficos que ficaram por concretizar. Alguns deles acabariam por ir para a frente com outras actrizes no papel destinado originalmente a Amália ("Eram Duzentos Irmãos" ou "Les Lavandiéres du Portugal") enquanto outros nunca passaram da intenção (a adaptação de "Bodas de Sangue", de Garcia Lorca, que Anthony Quinn desejava produzir propositadamente para Amália, gorada por questões de direitos).

A nossa rainha do fado não foi e nem chegará a ser esquecida, mas é mesmo nunca.
Beijinhos e um bom fim de semana a todos.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Faleceu Dalila Rocha


Lisboa, 28 Jul (Lusa) - A actriz Dalila Rocha, 88 anos, faleceu hoje de manhã, no Hospital da Ordem Terceira, no Porto, disse à Lusa fonte do Teatro Experimental do Porto (TEP), onde se estreou sob a direcção de António Pedro.

O corpo da actriz encontra-se na capela mortuária da Igreja da Trindade, no Porto. O funeral realiza-se na quarta-feira, às 12:30, para o Cemitério do Prado do Repouso, onde decorre a cremação pelas 13:30, disse a mesma fonte.

Dalila Rocha estreou-se aos 33 anos, no TEP, onde permaneceu até 1964 quando foi convidada por Amélia Rey-Colaço para integrar o elenco do Teatro Nacional, "no que foi proibida pelas autoridades de então por ser demasiado à esquerda", disse à Lusa Júlio Gago, director do TEP.

Fique com Deus e Descanse em paz.


Autor: Sapo Notícias

sábado, 20 de junho de 2009

Dulce Pontes comemora os 20 anos de carreira

A cantora e compositora comemora os 20 anos de carreira com o lançamento do álbum "Momentos"; pretexto para uma conversa com Dulce Pontes, onde a artista fala dos melhores momentos da carreira, entre eles as colaborações com Ennio Morricone.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Faleceu o maestro e compositor José Calvário


O maestro e compositor José Calvário morreu, esta quarta-feira, em Oeiras. Tinha 58 anos. Foi autor de canções como "E Depois do Adeus" e Flor sem Tempo".
José Calvário sofreu um enfarte em Novembro de 2008 e encontrava-se desde então em estado vegetativo.
Depois de ter estado internado em vários hospitais, ficou alojado numa unidade de cuidadios continuados em Oeiras.
Autor de canções como "E Depois do Adeus" e Flor sem Tempo", Calvário deixa viúva e dois filhos, um dos quais menor.
O maestro nasceu no Porto em 1951 e o piano foi um dos primeiros e marcantes "encontros" da sua vida. Tinha seis anos quando deu o seu primeiro recital, no Conservatório de Música daquela cidade.
Depois do Porto, a etapa seguinte foi a Suíça, onde os pais queriam que se formasse em Economia. Nesse país, Calvário aceita o convite de colegas estudantes e integra uma orquestra de jazz. Os estudos postos de lado, acaba por receber dos pais a ordem de regressar, e cumpre-a.
Em 1971 está em Lisboa e um dia lê um anúncio do Festival da Canção. Decide concorrer - mal sabendo então que um ciclo decisivo da sua vida se inaugurava então.
Logo no ano seguinte, com José Niza, representa Portugal na Eurovisão e o resultado é assinalável. A canção portuguesa consegue então uma das melhores classificações de sempre.
Regressará ao Festival com Niza e a canção "E depois do adeus", que algum tempo depois seria uma das canções-chave do 25 de Abril.
Grava com cantores como Adriano Correia de Oliveira, Fernando Tordo, Carlos Mendes, entre outros, e a sua presença no cenário musical internacional intensifica-se.
Regressa à Suíça, onde permanece durante algum tempo trabalhando como jornalista, mas Portugal volta a impor-lhe o seu apelo.
"Saudades", um álbum de 1985, gravado com a Orquestra Sinfónica de Londres, é um sucesso de vendas.
Nos anos seguintes, a internacionalização prossegue e Calvário recebe, de vários quadrantes, convites para dirigir orquestras, gravar, compor. Os álbuns que grava são da ordem das dezenas, pagos alguns a expensas próprias.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia Dos Açores


A escolha da Segunda-Feira do Espírito Santo (também conhecida por Dia do Bodo ou Dia da Pombinha), isto é a segunda-feira imediatamente após a festa religiosa do Pentecostes, alicerça-se no facto da comemoração do Espírito Santo - em que se entrelaçam as mais nobres tradições cristãs com a celebração da Primavera, da vida, da solidariedade e da esperança, constituir a principal festividade do povo açoriano.

Formado por pequenas comunidades isoladas durante séculos, o povo dos Açores manteve cultos e práticas profundamente populares, totalmente enraizadas no quotidiano que, apesar da crescente globalização, ainda mantêm um profundo significado, sendo um dos traços da açorianidade. Entre essas práticas insere-se esta comemoração, cuja vitalidade se alarga naturalmente a todos os núcleos de açorianos espalhados pelo mundo, incluindo as comunidades de origem açoriana no sul do Brasil, e que se exterioriza em celebrações que são tão espontâneas e tão vividas quão intensas.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Vasco Da Gama Descubriu O Caminho Marítimo Para A Índia


Sabias que ele foi uma das figuras mais importantes da nossa História? E sabes porquê? Se ainda não sabes, nós vamos dar-te uma ajudinha!

Vasco da Gama nasceu em 1468, provavelmente na cidade de Sines (não se tem bem a certeza porque naquela época não se registavam as coisas como hoje).

Foi este navegador português que, em 1497-98, descobriu o Caminho Marítimo para a Índia, ou seja, como lá chegar por mar.
Até então, o caminho habitual para os europeus era por terra, o que demorava muito tempo...

A Índia tinha especiarias, que era uma mercadoria valiosa na Europa, o que interessava aos portugueses (e a outros povos) para as venderem de novo e assim ganharem muito dinheiro.
Quanto mais barato se comprasse, menos se gastava e podia-se vender na mesma ao preço habitual, por isso esta descoberta era muito importante!

Evitavam-se assim os intermediários, que vendiam as mercadorias sempre um pouco mais caras do que as tinham comprado, claro!

No dia 8 de Julho de 1497, por ordem do rei D. Manuel I, Vasco da Gama partiu do Restelo, em Lisboa, com 170 homens e quatro barcos para tentar chegar à Índia por mar.

O mais complicado foi passar no Cabo da Boa Esperança, no extremo (sul) da África do Sul, onde há sempre muitas tempestades.

O que lhe valeu foi que o navegador Bartolomeu Dias já o tinha conseguido dobrar em 1488, e assim os marinheiros de Vasco da Gama já não tiveram tanto medo, pois já sabiam os segredos do Cabo.

Sabias que antes de Bartolomeu Dias o ter dobrado, o Cabo da Boa Esperança se chamava Cabo das Tormentas? É que não havia navio nenhum que ali não naufragasse!

Em Maio de 1498, chegou a Calecute (na Índia) com a caravela Bérrio e as naus São Gabriel (comandada por ele) e São Rafael (comandada pelo irmão, que se chamava Paulo da Gama).
Quando voltou a Lisboa, em Agosto de 1499, foi recebido por D. Manuel I com muitos elogios e alguns "prémios" pelo bom serviço que tinha prestado ao reino.

Um desses "prémios" foi poder passar a ser chamado de "Dom", um título que o rei só dava aos senhores mais importantes do reino.

Vasco da Gama ainda fez mais duas viagens por mar até à Índia. Uma em 1502 e outra em 1524.
Quando regressou da viagem de 1502, em 1504, foi novamente recebido muito bem e ganhou os títulos de conde da Vidigueira e de vice-rei da Índia.

Morreu pouco depois da sua última viagem, no dia 25 de Dezembro de 1524, em Cochim, na Índia, devido a uma doença muito grave.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Dia Internacional Do Museu

Memorias da Emigração Açoriana



Olá pessoal!
Hoje como é o dia internacional do museu e, como sou açoreana venho colocar um post com o link do meu da Cidade da Ribeira Grande, espero que gostem e, quando vierem a São Miguel - Açores já sabem onde se encontra um dos museus açoreanos.
Deixo aqui o link para verem alguns exemplares que estão lá expostos http://mea.cm-ribeiragrande.pt/?p=m espero que gostem.
Beijinhos e fiquem bem.

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril de 1974


Em 25 de Abril de 1974 o Movimento das Forcas Armadas (MFA) derrubou o regime de ditadura que durante 48 anos oprimiu o Povo Portugues. Nessa madrugada do dia inicial, inteiro e limpo (como poetizou Sophia de Mello Breyner) os militares de Abril foram claros nas suas promessas: terminara a repressao, regressara a Liberdade, vinha ai o fim da guerra e do colonialismo, vinha ai a democracia. Com tudo isso, a Revolucao dos Cravos pos fim ao isolacionismo a que Portugal estava condenado ha ja varios anos e ajudou ao nascimento de novos paises independentes. Constituindo-se o movimento pioneiro de enormes transformacoes democraticas em todo o mundo e demonstrando que as Forcas Armadas nao estao condenadas a ser um instrumento de opressao, podendo, pelo contrario, ser um elemento libertador dos povos. Democratizar, Descolonizar e Desenvolver foi o lema que entao fez regressar Portugal ao forum das nacoes livres e amantes da paz. Ao cumprir todas as suas promessas, os Capitaes de Abril transformaram o seu acto libertador numa accao unica na Historia da Humanidade.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Para os fans de André Sardet (Como Eu) :)


André Sardet é natural de Coimbra, onde nasceu no dia 8 de Janeiro de 1976, o músico que ficou conhecido pelo tema "O Azul do Céu", nem sempre quis escrever canções e tocar guitarra.

Fez parte de uma banda durante a adolescência, mas pouco depois abandonou o projecto e começou a compor por conta própria, e quando se apercebeu que tinha material suficiente para gravar um disco, colocou as cartas nas mesa e em 1996 editou o seu álbum de estreia, a que chamou "Imagens". Para além de "Azul do Céu", o registo incluiu ainda canções como "Frágil", "Não Mexas no Tempo" e "Um Minuto de Prazer".

Dois anos mais tarde, estava nas lojas novo álbum de originais, desta feita intitulado "Agitar Antes de Usar", que teve por single de apresentação o tema "Perto, Mais Perto".

Sem pressa de chegar ao centro das luzes da ribalta, André Sardet optou então por fazer uma pausa mais alongada no que tocava à edição de um novo disco, tendo aproveitado para reflectir sobre os seus objectivos, estudar e viajar. Começou então a compor um álbum autobiográfico, a que chamou "André Sardet", e onde contou nas letras alguns dos bons e maus momentos da sua vida. O disco foi editado em Setembro de 2002 e contou com a colaboração de Rui Veloso, Luís Represas e Mafalda Veiga.

Em 2006 o músico comemora 10 anos de carreira com o álbum "Acústico". O registo inclui 15 músicas gravadas ao vivo no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, e uma nova versão do tema 'Quando eu te falei de Amor'. Também é autor da famosa música "Foi Feitiço". Este útimo álbum foi um enorme sucesso, tendo ultrapassado as 140 000 cópias de discos vendidos. O cantor realizou em 2007 uma grande tourné pelo país todo literalmente. Uma tour de sucesso que promete repetir-se com o lançamento do novo álbum do cantor.

Discografia:

Álbuns de originais
- Imagens (1996)
- Agitar Antes De Usar (1998)
- André Sardet (2002)
- Mundo De Cartão (2008)

Álbuns ao vivo

- Acústico (2006)

Página Oficial:
http://www.andresardet.com/
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Olá pessoal! Continuando em português hoje trago-vos tudo o que pude encontrar sobre um dos meus cantores preferidos André Sardet, daqui tenho apenas dois álbuns, o Acústico e o Mundo De Cartão e, gostava de saber se alguém mais tem os outros CD's se possível me dizerem algo para o e-mail: indaflor_8@sapo.pt
Beijinhos e fiquem bem, fiquem em português.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Starlight - Viagem Aos Açores

Olá pessoal!
Vim apresentar um grupo aqui dos Açores, sim porque além de açoreanos somos portuguêses acima de tudo, eles são daqui da ilha de São Miguel mais propriamente da frequesia da Ribeira Quente, fiquem com eles e fique na nossa companhia.
Eles chamam-se Starlight e desde sempre gostei das músicas deles, já correram muitas partes de Portugal e não só, ninguém os pára e eles continuarão a fazer carreira até não mais poder, e é com muito orgulho que falo deles no meu cantinho "Tuga"
Agora despeço-me com mil beijinhos e fiquem bem.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Pedro Pauleta


Pedro Miguel Carreiro Resendes, mais conhecido como Pauleta, (Ponta Delgada, 28 de Abril de 1973) é um ex-jogador português de futebol, nascido no arquipélago de Açores. Jogou durante vários anos na Seleção Portuguesa.

Pauleta é o primeiro internacional português a nunca ter jogado no campeonato português (Primeira divisão de Portugal). Ele tem sido um dos mais prolíficos artilheiros na selecção portuguesa. Pauleta tornou-se o recordista histórico de golos pela selecção, ultrapassando a marca de 41 golos de Eusébio, a 12 de Outubro de 2005 contra a Letónia. Ele jogou pelo seu país no Euro 2000, na Copa do Mundo de 2002 , no Euro 2004 e na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

O seu instinto goleador, combinado com um toque de bola habilidoso com ambos os pés, um impressionante jogo aéreo e excelente mobilidade compõem o seu cartão de visita. "Pauleta é um lutador, muito forte e completamente imprevisível", disse Vahid Halihodzic, seu treinador no Paris Saint-Germain.

A estreia de Pauleta pela selecção portuguesa aconteceu em Agosto de 1997, frente à Arménia, mas a titularidade só chegaria 18 meses depois, diante da Holanda. Pelo seu primeiro golo com a camisola das quinas, Pauleta teria de esperar ainda mais um mês. Foi num jogo frente ao Azerbaijão e o açoriano contribuiu com dois golos para a vitória de portugal por 7-0. Revelando-se um jogador de equipa no Euro 2000, Pauleta foi um líder no Mundial de 2002, marcando por três vezes em igual número de jogos. Dois anos mais tarde, e apesar de apenas ter falhado apenas um dos encontros da fase final do torneio, Pauleta não marcou qualquer golo no Euro 2004, disputado em Portugal.

O primeiro clube com o qual Pauleta assinou um contrato profissional foi o C.U. Micaelense, onde alinhou por uma época, mudando-se depois para o Grupo Desportivo Estoril Praia, onde viria a apontar 19 golos.

Em 1996, os golos continuavam a fluir depois da transferência para a U.D. Salamanca. Pauleta voltou a marcar por 19 vezes, ajudando o clube a subir ao escalão máximo do futebol espanhol em 1998. Na época seguinte, o avançado adicionou mais 15 golos à conta pessoal.

No ano de 1998 a sua média de golos valeu-lhe a transferência para o Deportivo da Corunha. Pauleta esteve dois anos ao serviço da turma galega, apontando 33 golos em 92 jogos, incluindo oito em 12 jogos onde alinhou de início na época em que o "Depor" conquistou o seu primeiro título de campeão (1999/00).

Em 2000, Pauleta transfere-se para o Bordéus, estreando-se com um hat-trick diante do Nantes, em jogo que o Bordéus venceu por 5-0. No total, o açoriano apontou 65 golos na Ligue 1 em 98 jogos com a camisola do Bordéus e foi duas vezes eleito o futebolista do ano em França.

Na temporada 2003/04 ingressou no Paris Saint-Germain no início da época, assinando um contrato de três anos por um valor anunciado de 12 milhóes de Euros. Pauleta ajudou os parisienses a conquistar o seu primeiro troféu em seis anos, ao apontar o único golo na final da Taça de França, diante do Châteauroux. No campeonato, o "ciclone dos Açores" (alcunha por que é conhecido) demonstrou a eficácia habitual, assinando 18 golos em 37 jogos, tendo o PSG terminado a época na segunda posição.

Títulos
2000 - Campeão da Liga Espanhola
2002,2008 - Vencedor da Taça da Liga Francesa
2004, 2006 - Vencedor da Taça de França

Clubes
1991: Santa Clara, Ponta Delgada, Açores, Portugal
1992-1994: Operário, Açores, Portugal
1994: Angrense, Açores, Portugal
1995: U. Micaelense, Açores, Portugal
1995-1996: Grupo Desportivo Estoril Praia, Estoril, Portugal
1996-1998: UD. Salamanca, Salamanca, Espanha
1998-2000: Deportivo de La Coruña, A Corunha, Espanha
2000-2003: FC Girondins de Bordeaux, França
2003-2008: Paris Saint-Germain, França
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Olá pessoal! Foi com muita pena minha que não fui a essa gala mas não pude ir talvez porque não tive bilhete não sei :( mas não quero deixar de dar os parabéns ao jogador que tenho mais orgulho no mundo, Pedro Pauleta, sou a Florinda uma grande fã tua e espero não morrer sem te conhecer pessoalmente.
Beijimhos e boa sorte para ti e tua família.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Cristiano Ronaldo é eleito o melhor do mundo


segundo cartão amarelo por cortar inexplicavelmente a bola com a mão dentro da área adversária.

Ele também não fez uma boa Eurocopa-2008, uma competição que Portugal deixou nas quartas-de-final ao ser eliminado pela Alemanha (3-2). No entanto, cabe ressaltar que chegou à Suíça com uma contusão no tornozelo.

Além de seu individualismo, Cristiano Ronaldo é criticado por sua tendência à simulação, "cavando" faltas e pênaltis, um defeito que, porém, está corrigindo aos poucos.

Para entrar na categoria dos melhores jogadores de todos os tempos, Cristiano Ronaldo ainda tem que ganhar um título com a seleção portuguesa. Ele já chegou perto duas vezes, quando o brasileiro Luiz Felipe Scolari ainda comandava a seleção lusa, ao ser vice-campeão da Eurocopa-2004 e quarto colocado da Copa do Mundo de 2006.

Como é feito - O sistema de votação da Fifa é realizado pelos técnicos e capitães de seleções do mundo inteiro. Cada um escolheu três nomes em uma lista elaborada previamente pela organização do evento.

Confira a lista com todos os vencedores:

2008 - Cristiano Ronaldo (Portugal)
2007 - Kaká (Brasil)
2006 - Cannavaro (Itália)
2005 - Ronaldinho (Brasil)
2004 - Ronaldinho (Brasil)
2003 - Zidane (França)
2002 - Ronaldo (Brasil)
2001 - Luis Figo (Portugal)
2000 - Zidane (França)
1999 - Rivaldo (Brasil)
1998 - Zidane (França)
1997 - Ronaldo (Brasil)
1996 - Ronaldo (Brasil)
1995 - George Weah (Libéria)
1994 - Romário (Brasil)
1993 - Roberto Baggio (Itália)
1992 - Van Basten (Holanda)
1991 - Matthäus (Alemanha)


Autor: Diário Do Grande ABC

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Olá pessoal! Mereceu ou não o prémio do melhor do mundo? Na minha ópinião tem dias que ele merece sim, mas tem outros ui, ui... mas acima de tudo, eu gosto da idéia de ter sido um português a ganhar, e como sempre vou dizer "Flor Tuga para Sempre" Beijinhos a todos.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Oi pessoal! Bom Ano 2009


Olá pessoal!
Como esse meu blog indica, vou aqui colocar e falar apenas cenas em português, bem... posso não escrever um português correcto, mas como nunca frequentei a escola sei escrever apenas o que posso.
Essa foi a música de Natal que escolhi, espero que gostem das nossas amigas Just Girls, apesar delas terem escolhido o nome da banda em Inglês, gosto imenso das músicas delas.
Beijos e boas festas :-)